Saltar para o conteúdo
← Inforjota
Cursos Inforjota English

Lição 1 de 5 · 15 min · Conteúdo de conceito, não envelhece

Presença online: o que é e de que precisas

No fim desta lição vais conseguir:

  • Nomear as seis peças da presença online e dizer para que serve cada uma
  • Distinguir o site (casa tua) das redes sociais (casa alugada)
  • Dizer o mínimo que o teu tipo de negócio precisa de ter
  • Fazer o inventário do que tens e escolher as duas peças a tratar primeiro

A padaria que não aparece

O Sr. Amaral tem uma padaria há trinta anos em Ponta Delgada. Um turista, de passagem, pega no telemóvel e escreve «padaria Ponta Delgada». Aparecem três resultados. Dois têm horário, fotos do pão e um telefone para onde se pode ligar. O terceiro é a padaria do Sr. Amaral: a ficha diz que fecha às 17h (fecha às 19h), o telefone toca e ninguém atende, e não tem uma única fotografia.

O turista vai à primeira. O Sr. Amaral nunca soube que ele existiu.

Isto não é falta de qualidade do pão. É falta de presença online: as peças que fazem com que um cliente te encontre, perceba o que fazes e consiga falar contigo. Vamos ver quais são.

As seis peças

Pensa numa casa de comércio normal. Cada peça online tem uma parecida.

1. Domínio, a morada. É o teu nome na internet, como padariaamaral.pt. Sem ele, o teu endereço é emprestado (por exemplo, o de uma rede social). Se faltar, não tens nome só teu e podes perder o que construíste. Tem uma lição só para ele.

2. Site e alojamento, a casa. O site é a página onde dizes o que fazes, onde estás e como contactar. O alojamento é o serviço onde ele mora. Se faltar, tudo o que dizes sobre ti está nas mãos de outras plataformas.

3. Email profissional, a caixa de correio com o nome da casa. Um endereço como geral@padariaamaral.pt, em vez de amaral1962@ seguido de um serviço gratuito. Se faltar, os clientes desconfiam, e quando alguém sai da empresa o email vai com essa pessoa.

4. Ficha no Google e nos mapas, a placa na estrada. É a página do negócio com horário, telefone, morada e fotos que aparece quando alguém procura perto. Se faltar ou estiver errada, é o caso do Sr. Amaral.

5. Redes sociais, a praça. Instagram, Facebook e outras: é onde as pessoas conversam e vêem novidades. Servem para mostrar o dia-a-dia e responder. Se faltarem, perdes alguma visibilidade, mas não perdes o negócio.

6. WhatsApp, o balcão. Para muita gente é o primeiro contacto: «tem mesa para sexta?», «ainda há bolo-rei?». Se faltar, ou se ninguém responder, o cliente desiste e vai a outro.

Dica

Um telefone que ninguém atende é pior do que não ter telefone. Se não consegues responder durante o dia, diz o horário em que respondes (por exemplo, «respondemos entre as 9h e as 13h») na ficha e no WhatsApp.

O site é a tua casa; as redes são casa alugada

Esta é a ideia mais importante da lição.

Uma rede social é um espaço de outra empresa. Podes ter lá milhares de seguidores e, de um dia para o outro, a conta ser bloqueada por engano, ou a rede mudar as regras, ou o que mostrava às pessoas deixar de lhes aparecer. Não tens a quem reclamar com resultado.

O site, com o teu domínio, é teu. Ninguém o fecha porque mudou uma regra. Podes usar as redes à vontade, mas a casa de verdade é o que está no teu nome.

Cuidado

Não confundas «ter uma página no Facebook» com «ter um site». A página pode desaparecer, e o endereço nunca é teu. Usa as redes para chegar às pessoas e o site como ponto onde elas encontram o essencial: o que fazes, onde, quando e como contactar.

O mínimo para o teu tipo de negócio

Nem todos precisam de tudo ao mesmo tempo. Três exemplos.

Serviço com marcação (a Marta, cabeleireira na Calheta). Precisa de ficha no Google certa, WhatsApp que responde, e Instagram para mostrar trabalho. Pode esperar: uma loja online, um blog.

Alojamento (o Rui, 3 quartos em Velas). Precisa de ficha no Google, site simples com fotos, quartos e como reservar, e email profissional para as reservas. Pode esperar: muitas redes sociais.

Loja ou produto (a Inês, doçaria online a partir de casa, em Lisboa). Precisa de site com a loja, email profissional e as páginas que a lei pede (vamos ver nas lições seguintes). Pode esperar: ficha no Google, se não recebe clientes em casa.

Repara que a regra é a mesma: primeiro que te encontrem e te contactem, depois o resto.

Dica

Quando tiveres só uma hora por semana, gasta-a primeiro na ficha do Google e no telefone. É a peça mais rápida de corrigir e a que mais clientes novos traz a um negócio local.

Exercício

Como sei que ficou bem uma folha com o inventário das seis peças e as duas prioridades escolhidas.

Se não deu

  • O teu negócio não aparece no Google? Pode ainda não ter ficha, ou o nome pode estar escrito de outra maneira. Tenta com o nome e a localidade, e depois só com o que fazes mais a localidade (por exemplo, «cabeleireira Calheta»).
  • Não sabes se «tens» o domínio ou o email? Marca «não sei». Nas duas lições seguintes vais ver como verificar.
  • Não sabes que peças priorizar? Escolhe a ficha no Google e o WhatsApp. São as mais rápidas e as que mais se notam.
  • Não tens concorrente por perto? Escolhe um negócio do mesmo tipo noutra terra e compara à mesma.

Vídeos

Sem vídeo escolhido para esta lição; o texto chega.

Testa o que aprendeste

1. A Marta, cabeleireira na Calheta, só tem Instagram. As clientes marcam por mensagem directa. O que arrisca?
2. O Rui tem um alojamento local de 3 quartos em Velas e só uma hora por semana para a presença online. O que trata primeiro?
3. Uma loja de bairro que só atende ao balcão e não vende online. Qual é o mínimo que faz sentido?