Saltar para o conteúdo
← Inforjota
Cursos Inforjota English

Lição 4 de 5 · 15 min · Verificado em 16 de Outubro de 2026

O site: o que tem de ter e como o pôr de pé sem programar

No fim desta lição vais conseguir:

  • Dizer quais são as cinco páginas que bastam a um pequeno negócio
  • Escrever textos e tirar fotos que funcionam no telemóvel
  • Escolher entre construtor, gerador com IA e profissional com quatro critérios
  • Pôr no ar as páginas Início e Contacto, com HTTPS, no teu domínio

O site que ninguém lê

A Marta é cabeleireira na Calheta. O site de 2019 tem doze páginas, um «blog» onde nunca escreveu nada e o preço do corte de há sete anos. Ninguém o lê, e quem o abre desiste.

O que um cliente quer saber, em dez segundos, são cinco coisas: o que fazes, onde, quando, quanto (ou como pedir) e como te contactar. Um bom site responde a isso sem obrigar a procurar.

As cinco páginas que bastam

  1. Início. Uma frase que diz o que fazes e para quem («Cabeleireira na Calheta, com marcação por telefone ou WhatsApp»), uma foto real e um botão de contacto bem à vista.
  2. O que fazemos. Os serviços, o menu ou os quartos, conforme o negócio.
  3. Preços. Ou, se variam muito, «peça orçamento» com a forma de pedir.
  4. Contacto. Telefone que se toca e liga (ao carregar), WhatsApp, morada com mapa e horário, incluindo feriados.
  5. Sobre. Quem és, numa foto e em cinco linhas.

A estas juntam-se duas páginas que a lei pede: a de privacidade e o livro de reclamações. Ficam para a lição das obrigações legais.

Textos e fotos

  • Escreve como falas. «Marcamos por telefone ou WhatsApp» vale mais do que «Disponibilizamos múltiplos canais de agendamento».
  • Uma ideia por página. Se tens dois assuntos, fazem-se duas páginas.
  • Fotos próprias. Um telemóvel actual chega. Tira-as com luz natural, junto a uma janela, e com o espaço arrumado. Fotos tiradas da internet têm direitos de autor; usa as tuas ou bancos de imagens com licença clara. Fotos de clientes ou de funcionários só com o consentimento deles.
  • Telemóvel primeiro. Grande parte das visitas vêm do telemóvel. Abre o teu site nele e vê se lês tudo sem ampliar.
  • Fotos leves. Fotos enormes tornam o site lento. A maioria dos construtores comprime-as por ti; confirma.
  • HTTPS sempre. O endereço começa por https:// e aparece o cadeado. Sem isso, o browser avisa o visitante de que o site não é seguro.

Dica

Podes pedir a uma IA um primeiro rascunho dos textos das cinco páginas (vê o curso de IA). Depois lê tudo, corta o que soa a folheto e confirma horários, preços e contactos: a IA não conhece o teu negócio.

Três caminhos para o pôr de pé

a) Construtor de sites. Serviços como Wix, Squarespace, WordPress.com ou Webnode. São rápidos de começar e pagas enquanto durar.

b) Gerador com IA. Descreves o negócio e a ferramenta propõe um site. Há vários no mercado. A rapidez é a vantagem; convém ver se podes exportar o site.

c) Um profissional. Compensa quando há uma loja complexa ou muitas páginas. Exige que fique contigo o domínio, as contas e uma cópia do site.

Qualquer que seja o caminho, faz estas quatro perguntas:

  • Consigo mudar o horário sozinho em dois minutos?
  • Fico dono do domínio e das contas?
  • Consigo exportar o site e levá-lo para outro sítio?
  • Tem HTTPS incluído?

Os valores de referência estão na página Estado actual.

Cuidado

Declaração de interesses. A Inforjota, que escreve este curso, tem um gerador de sites com IA (inforjota.com). É uma das opções do caminho b). O critério acima aplica-se-lhe como aos outros, e ninguém precisa dele para seguir o curso. Compara-o com as alternativas e escolhe o que melhor responde às quatro perguntas.

Ligar o domínio ao site

O construtor (ou o profissional) dá-te duas ou três linhas de DNS para colares no registrar do domínio, como vimos na lição do domínio. Copia-as exactamente. Se já tens email no domínio, não apagues as linhas do email: acrescenta as do site.

Isto é como está a 16 de Outubro de 2026; se o ecrã for diferente, procura o botão com o mesmo nome. Procura uma opção com um nome parecido com «ligar domínio» ou «domínio próprio» no teu construtor, e depois o ecrã de DNS no registrar.

Dica

Antes de pagares seja o que for, experimenta. Alguns serviços têm período de teste: usa-o para mudar um horário, trocar uma foto e ver o resultado no telemóvel. Se for custoso ou confuso, é sinal de que vais evitar actualizar o site.

Dica

Cria a conta do construtor com um email do negócio (geral@, da lição do email) e não com o teu pessoal. Guarda numa folha: onde é o início de sessão, que email o usa e como se recupera o acesso. Se mudares de ajudante, não perdes o site.

Exercício

Como sei que ficou bem um site com Início e Contacto no teu domínio, com cadeado, que uma pessoa de fora consegue usar em dez segundos no telemóvel.

Se não deu

  • A pessoa de fora demorou mais de dez segundos? O telefone ou o horário estão escondidos. Põe-nos na página Início e no rodapé.
  • O browser mostra aviso de «não seguro»? O HTTPS ainda não está activo no domínio. Procura no construtor uma opção com um nome parecido com «certificado» ou «ligação segura» e espera um pouco.
  • O endereço do site não abre? O DNS pode demorar algumas horas a actualizar. Confirma que colaste as linhas tal como vieram.
  • Não consegues editar o horário sozinho? Esse caminho não passa o critério. Vê as alternativas antes de pagares um ano.

Vídeos

Sem vídeo escolhido para esta lição; o texto chega.

Testa o que aprendeste

1. O site da Marta tem doze páginas, um blog parado desde 2019 e o preço antigo do corte. O que lhe aconselhas?
2. Vais escolher o construtor do site do Rui (alojamento em Velas). Qual destas perguntas é a mais importante antes de decidir?
3. Um profissional propõe fazer o site da Inês e registar o domínio em nome dele, «para tratar de tudo». O que fazes?